Entre os
dias 29 de outubro e 1º de novembro,
Piraquara viveu uma verdadeira imersão na literatura. A Prefeitura, por meio da
Secretaria de Cultura e Igualdade
Racial, realizou a 1ª Feira
Literária de Piraquara, FLIPIRA, um evento criado para valorizar os escritores locais, incentivar o
hábito da leitura e aproximar a população do universo literário. Idealizada
para despertar o sentimento literário
nos piraquarenses, a FLIPIRA transformou a Praça Chafic Boazar e a Casa
da Memória Manoel Alves Pereira em grandes palcos de cultura,
conhecimento e imaginação. Durante quatro dias, o público pôde vivenciar uma
imersão literária com contação de
histórias, rodas de conversa, exposições, apresentações artísticas, lançamentos
de livros e feiras de livros e gastronomia. Nos dois
primeiros dias, a programação foi dedicada ao público infantil, com a
participação de 645 alunos das escolas
municipais, que se encantaram com a contação de histórias e apresentações de palhaçaria com o Palhaço
Ystilingue. As atividades despertaram nas crianças a curiosidade e o prazer
pela leitura desde cedo. O público
adulto também teve momentos marcantes, com bate-papos sobre literatura infantil como instrumento social, com Diana Sitonio, e sobre Piraquara Literária, com autores
participantes do projeto municipal. A abertura
oficial da Feira contou com a presença do prefeito Marcus Tesserolli (Marquinhos), da primeira-dama e secretária da Mulher Ana
Mazon Tesseroli, da vice-prefeita
Loireci Dalmolin, da secretária
de Cultura e Igualdade Racial Adriana Patricia Viana Rocha, dos
vereadores Jonas Fausto e Lairton do Posto, servidores e comunidade em geral. Nos dias seguintes, a programação
seguiu diversificada. O escritor
indígena Olívio Jekupé e Tiago
Nhandewa conduziram uma rica conversa sobre Literatura dos Povos Originários, seguida de debates sobre representatividade negra nas histórias
infantis, com Nará Souza
Oliveira, e literatura feminina
e saúde da mulher, com Jovina
Renghá. As manifestações artísticas
também ganharam espaço, com a participação dos grafiteiros Maui e Sboy e do Coletivo Aporãeté Guarani Nhandewa, que trouxeram arte urbana,
grafismo e poesia de resistência. Na mesma noite, a Casa da Memória se transformou para o Halloween na Biblioteca, que levou crianças e adultos a uma
experiência literária repleta de mistério e encantamento. O encerramento da FLIPIRA foi
marcado por emoção e reflexão. O público participou do Sarau de Poesias, dos bate-papos
com o Coletivo Marianas sobre a importância das autoras mulheres, e do
encontro Pretas com Poesia,
sobre as literaturas negras. A programação contou ainda com a apresentação do Grupo Abadá Capoeira,
o lançamento dos livros “Caminho de
Seda e Pedra”, de Cíntia
Ishizaka, e “Abismos e
Infinitudes”, de Maristela Ono,
além de uma roda de conversa sobre o
mercado editorial independente, com escritoras convidadas. A noite de encerramento teve
apresentações culturais com o Rap e a
Poesia Periférica do grupo A Brisada, e a Musicalidade Indígena como Expressão do Sagrado, com As Originárias, um momento que
simbolizou a força da diversidade e da expressão artística piraquarense. Durante todos os dias, o público
também pôde aproveitar a Feira de
Livros, organizada por editoras parceiras, e uma Feira Gastronômica e de Artesanato Local, que tornaram a
experiência ainda mais completa. A 1ª FLIPIRA foi o início de um movimento de valorização da leitura
como ferramenta de transformação social. A literatura despertou e agora segue
viva em cada piraquarense que participou dessa grande celebração.