Outros pontos turísticos

01/07/2013

Barragem do Cayuguava – Piraquara I

clique para ampliar>clique para ampliarBarragem do Cayuguava - Piraquara I (Foto: Bruno Oliveira)

O crescimento da população de Curitiba e Região Metropolitana criou a necessidade da construção desta represa para garantir a distribuição de água. A barragem do Cayuguava foi inaugurada em 08 de março de 1979, sendo a primeira grande Barragem de acumulação de água para abastecimento público do Paraná. Ela foi construída com capacidade para 23 bilhões de litros de água, aumentando em 8,5%, ou 600 litros por segundo a oferta de água para Curitiba e Região. O empreendimento tem dupla finalidade: armazenar água bruta, disponibilizando mais matéria-prima para enfrentar os períodos de estiagem e regular a vazão do Rio Iguaçu. Com a sua capacidade, ela garante o abastecimento de água contínuo para cerca de 350 mil pessoas.

Barragem Piraquara II

clique para ampliar>clique para ampliarBarragem Piraquara II (Foto: Bruno Oliveira)

A Barragem Piraquara II, localizada na região do Alto Iguaçu, teve sua construção iniciada em 2003 e foi inaugurada em 2 de setembro de 2008. A Barragem possui um reservatório de 21 milhões de metros cúbicos de água e é uma das quatro Barragens que compõem o sistema de regularização e reforço para o abastecimento de água da capital. Estas Barragens são: Piraquara I e II, Iraí e Passaúna. Com essa capacidade, o reservatório garante o abastecimento para mais de 650 mil habitantes em Curitiba e outros seis municípios da Região Metropolitana. Para a construção do aterro foram necessários 364 mil metros cúbicos de terra compactada e a área alagada foi 5,64 Km². A barragem tem 17 metros de altura e 670 metros de comprimento. Nesta unidade são produzidos 1.140 litros de água por segundo, sendo que a Região Metropolitana consome cerca de oito mil litros de água por segundo.

Antiga Estação Ferroviária

clique para ampliar>clique para ampliarAntiga Estação Ferroviária (Foto: Bruno Oliveira)

A Estação Ferroviária de Piraquara foi inaugurada em 1885. É um dos locais mais antigos do centro histórico da cidade e fazia parte da chamada Fazenda Piraquara, na freguesia de São José dos Pinhais. Segundo historiadores, a cidade se desenvolveu e praticamente foi criada pela estrada de ferro, pois em torno desta Estação surgiu um povoado e a construção de serrarias e engenhos de mate, que iniciaram um período de prosperidade. A grande quantidade de araucária na região foi o principal produto de transporte da nova estrada de ferro e uma das razões de sua viabilidade econômica. O movimento foi tão grande que da Estação nasceu a cidade de Deodoro, que alguns anos depois voltou a chamar-se Piraquara. A Estação original foi modificada e atualmente funciona como um barzinho.

 

Linha Férrea

clique para ampliar>clique para ampliarLinha Férrea (Foto: Bruno Oliveira)

A construção da ferrovia começou em 1880, mas era considerada impossível por engenheiros europeus. O objetivo da ferrovia era estreitar a relação entre as cidades do litoral paranaense e a capital, além de ligar o Porto de Paranaguá aos sul do Brasil, para a distribuição dos grãos, garantindo o apoio ao desenvolvimento econômico da região. Trabalharam nesta obra mais de nove mil homens, de Curitiba e litoral, que vieram da lavoura. O esforço deles, de engenheiros e de outros profissionais resultou numa das mais ousadas obras da engenharia mundial. Em 02 de fevereiro de 1885 a ferrovia foi inaugurada. Participaram da primeira viagem engenheiros, autoridades federais e locais, jornalistas e outros convidados, e a viagem entre Paranaguá e Curitiba durou nove horas. A Ferrovia tem 110 quilômetros de extensão, com centenas de obras de arte da engenharia como 13 túneis ativos e um desativado, 30 pontes e inúmeros viadutos de grande vão. Destacam-se a Ponte São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto do Carvalho, assentado sobre cinco pilares de alvenaria na encosta da rocha. 

Restaurante Obra Prima

clique para ampliar>clique para ampliarRestaurante Obras Prima (Foto: Bruno Oliveira)

O imóvel onde hoje está o Restaurante Obra Prima foi a casa e escritório de Antonio Meirelles Sobrinho, imigrante português que se tornou um empresário de sucesso em Piraquara. Ele chegou ao Brasil com 13 anos e foi trabalhar no comércio. Economizando, aos vinte anos abriu seu próprio estabelecimento e na década de 20 era considerado um dos mais importantes industriais do Paraná. Quando chegou à Piraquara, que ainda se chamava Vila Deodoro, as principais atividades na cidade eram exportação de erva-mate, cereais, cascas para curtume e lenha. Antonio era proprietário da empresa que fornecia energia para o local, além de uma casa de negócios de fazendas, armarinhos, louças, objetos de uso doméstico, entre outros. Sua serraria, à força hidráulica, produzia barricas para armazenar a erva-mate que era exportada. Em 1923 ele construiu essa casa, onde morava no andar superior com a família, e embaixo funcionava o escritório e comércio. A casa de Antonio Meirelles foi restaurada e hoje parte dela funciona como restaurante. O nome da rua é uma homenagem a quem foi um dos maiores empreendedores do município.

Chaminé – Barragem Piraquara I

clique para ampliar>clique para ampliarChaminé - Barragem Piraquara I (Foto: Bruno Oliveira)

A chaminé de tijolos, que emerge do lago da Represa Cayguava, pode ser vista por quem caminha pelas trilhas da região ou passeia de trem pela Serra do Mar, logo depois do Túnel Roça Nova. Muitas pessoas acreditam que a chaminé é remanescente de uma antiga olaria ou serraria que foi submersa quando com a criação da represa, em 1979. Porém, em 2009, o engenheiro agrônomo e professor Roberto Cobbe veio a Curitiba e trouxe uma série de fotografias feitas por seu pai, Pedro Vicente Cobbe, em suas andanças pela Serra do Mar na década de 1930. Uma das fotos mostrava uma construção com uma chaminé muito alta e tinha uma anotação: casa de bomba. Ao ver a imagem, o pesquisador e montanhista paranaense Nelson Luiz Penteado Alves, que estava pesquisando a origem da chaminé, lembrou de suas caminhadas pela Serra e associou a chaminé ao que restava da antiga casa de bomba. A função dela era elevar as águas do Rio Cayguava, reforçando o abastecimento da Represa do Carvalho, que armazenava a água consumida em Curitiba até meados do século 20. 

Igreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Passos

clique para ampliar>clique para ampliarIgreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Passos (Foto: Bruno Oliveira)

A inauguração da atual Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus dos Passos aconteceu em 1921. O Padre Lecont, francês, foi o responsável pela iniciativa da construção da Matriz, com muita persistência. Antes disso, os trabalhos religiosos em Piraquara, por volta da segunda metade do século XIX, eram realizados pelo desejo dos poucos moradores da região. Com o início das obras da ferrovia e o movimento provocado com a chegada de novos moradores, o povo sentiu a necessidades de ter uma igreja. Assim, um grupo se uniu e construiu uma pequena capela de madeira, por volta de 1978. Em data não determinada, a Baronesa do Cerro Azul ofereceu à capela uma imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos, a quem essa passou a ser dedicada. O Senhor Bom Jesus dos Passos é o padroeiro de Piraquara e seu dia é comemorado em 06 de agosto. No dia 1º de julho de 1923 realizou-se a colocação dos sinos na torre da Matriz, com uma missa de ação de graças. Em 1927 iniciaram as obras para a construção da primeira casa paroquial, que já foi reconstruída duas vezes. Em 1931 foi construída a escadaria de pedras em frente à Matriz.

Túnel de Roça Nova

clique para ampliar>clique para ampliarTúnel de Roça Nova (Foto: Bruno Oliveira)

O percurso da Estrada de Ferro entre Curitiba e Paranaguá possui hoje 13 túneis, mas na época da inauguração eram 14. O Túnel da Roça Nova é o primeiro no caminho e o maior túnel aberto na Serra do Mar para a passagem da ferrovia, com 429 metros de extensão. A altitude do local é de 955 metros, sendo o ponto mais alto da ferrovia, construída entre 1880 a 1885. A partir deste ponto o trem somente desce em direção ao litoral paranaense. Este Túnel foi construído em 1883 e desativado em 1969, devido à abertura de outro túnel, bem ao lado, com maiores dimensões para o tráfego de trens. O engenheiro responsável pela obra da ferrovia foi Antônio Pereira Rebouças Filho. A construção consagrou como engenheiros notáveis o Comendador Antônio Ferrucci e João Teixeira Soares, mas obedeceu, no trecho da serra, a diretriz do traçado elaborado por Antônio Pereira Rebouças Filho.

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